Era uma vez, em um distante reino animal um riacho. O riacho era comandado por cobras e jacarés, que impunham sua doutrina a todos os sapos, peixes, entre outros animais. Vez ou outra, algum animal, de menor prestígio, conseguia ascender-se socialmente, porém, eram raríssimos tais casos. No entanto, quando ocorriam tais animais se submetiam as doutrinas dos mandantes, tornando-se, na realidade, somente mais um a praticar a ideologia das cobras e dos jacarés.
As relações do riacho com os ambientes vizinhos eram de total dependência. Ele sofria constantemente com crises e imposições praticadas por eles. Dificilmente conseguia tomar alguma decisão importante sem consultar as diferentes matas e savanas, já que suas decisões deveriam favorecer os outros ambientes.
No entanto, certa vez, um sapo começou a se destacar entre os demais. Logo foi convidado a integrar a elite do riacho, mas rejeitou, preferindo ficar ao lado dos mais desfavorecidos. Tal sapo conseguiu tamanha mobilização que se tornou o líder do reino, mesmo com todas as ameaças e perseguições ideológicas feitas pelos animais socialmente privilegiados.
Tal sapo levou parte de sua turma para auxiliá-lo no governo. Alguns se desvirtuaram ao chegar ao poder, outros continuaram firmes com seus ideais e precisaram se afastar, devido à impossibilidade de colocá-los em prática, por causa das constantes acusações e ameaças feitas pelos ex-mandatários. O sapo, por sua vez, buscou conciliar os interesses dos desfavorecidos e da elite, evitando grandes cisões e, assim, conseguindo significativos avanços sociais.
Com relação às políticas externas, ele passou a rejeitar aquilo que lhe era imposto, utilizando-se de uma boa diplomacia. Com isso, passou a auxiliar outros ambientes desfavorecidos e a ter voz nas discussões que envolviam todo o reinado. Logo, tornou-se um líder admirado e respeitado por todos.
Com o passar dos anos, chegou à vez do sapo deixar o governo. As elites incomodadas com a ascensão de classes antes consideradas inferiores, viram ali a oportunidade de retomar o poder. Já o sapo indicou uma candidata de sua confiança para dar continuidade às mudanças. Claro, a influência dos favorecidos era grande, possuíam diversas maneiras para tentar manipular os outros animais. No entanto, isto não deu o resultado esperado. A população do riacho queria mais do mesmo. Assim, o sapo conseguiu eleger sua sucessora, para dar continuidade às mudanças, tão necessárias para um ambiente melhor.
PS: Está história é ficcional. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
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